Como nasce uma escultura de papel machê?

Postado por Irmãs Santiago 17
abr

Muitas pessoas nos perguntam; Como nascem os projetos de esculturas para exposições? Então resolvemos fazer um post sobre o assunto.

 A primeira etapa de cada projeto é claro, definir o tema, definimos o tema da exposição e o fundamentamos, com a parte teórica em mãos, começamos  esboçar as primeiras peças, e então buscamos dentro da metodologia de projeto ( design) selecionar materiais de acordo com o briefing feito anteriormente. Quando decidimos fazer as esculturas de parede, partimos da premissa  de que não se tratava de uma peça 3D como de costume, no caso do exemplo abaixo, buscamos materiais com características mais leves e maleáveis para a estruturação, uma vez que se trata de uma peça que precisa ser sustentada por uma pequena haste fixada a parede, neste caso diferente das peças 3D .

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Já com o pré projeto em mãos, definimos o acabamento e, mão na massa literalmente, a parte divertida do trabalho, mas nada supera a sensação de dever cumprido ao ver o projeto sair do rascunho e ganhar “vida”, costumamos dizer que o nascimento de uma peça funciona como projeto de gestação, primeiro se deseja, depois ele começa ser gerado, não é possível pular etapas , se tentarmos finalizar a peça antes de cumprirmos todas as etapas do projeto, algo pode dar errado.

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A Maioria das peças de exposição, antes de serem construidas,são transformadas em ilustrações por duas razões, primeiro ,para o portfólio da Simone :D, segundo as ilustrações acabam sendo um importante instrumento de verificação, para  tentarmos deixar a peça o mais fiel possível ao projeto inicial, claro que, no meio do caminho há muita deliberação ,e acabamos mudando e/ou alterando alguma coisinha, detalhes, coisas de mulher rsrs, abaixo imagens de peças que saíram de ilustrações para vocês conhecerem.

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Papel machê e contação de histórias.

Postado por Irmãs Santiago 15
abr

A contação de história é um instrumento de grande valor para despertar o desejo pelo habito da leitura nas crianças, fazendo com que elas desenvolvam o senso crítico ,a criatividade, e aproxima -as da realidade da história contada, que é “real” dentro de cada um.

Os contadores de histórias são os responsáveis por tornar este processo possível, são verdadeiros artistas, que se expressam através do corpo e da vós dando vida aos sonho e despertando emoções, é como se os personagens pulassem para fora do livro e viessem pessoalmente compartilhar suas histórias.

No início do mês, tivemos a honrra de receber o pedido de uma encomenda de uma contadora de história, a Marlene Freitas de Ituiutaba – MG, que tem um trabalho muito bacana , a Massaroca, casa do brincar, espaço destinado à cultura lúdica infantil nas suas diversas configurações: brincar no ar, água, terra, areia, e fogo em comidinhas de quintal. A Marlene nos encomendou a Matinta Pereira de papel machê. Personagem do folclore da Região norte do Brasil, também conhecida como Mati- Taperê , segundo a lenda Matinta era uma índia idosa e assustadora  que passa as noites e madrugadas  pelas ruas assoviando de forma estridente amedrontando as pessoas. O resultado do trabalho vocês conferem nas imagens abaixo.

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10Nós curtimos muito este projeto, e gostamos do resultado, a boneca irá viver uma história em um recital de canto com obras do compositor Waldemar Henrique do Pará, que utiliza nas suas composições a diversidade da cultura brasileira. O recital foi realizado no dia 16 abril, no Conservatório Estadual de Música de Ituiutaba MG.matinta 3

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 Quem quiser saber mais sobre o trabalho da Marlene ,conheçam a fan page da Massaroca Massaroca: casa do brincar.

Lapa Paraná, história e arte.

Postado por Irmãs Santiago 12
abr

Gente! Vocês conhecem a Lapa no Paraná? Se não conhecem, fica aí a nossa dica, que lugar encantador! Para dar uma “variada” é uma cidade também com centro histórico rsrs, foi uma tarde muito especial.

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Conhecemos a história da cidade, o famoso cerco da Lapa, visitamos o antigo e surpreendente, pequeno gigante teatro, o Panteon dos heróis, museus de arte , museu das armas (antigo  presídio), mas nada, nada superou em hipótese alguma a visita a Casa Lacerda; Uma casa tombada pelo patrimônio histórico e cultural, onde viveu a família Lacerda , importantes membros da aristocracia Lapena de 1800, a casa está impecável , e cada cômodo ,  quartos , sala de jantar , cozinha, nos deixava a nítida impressão de que a qualquer momento seriamos recepcionados por alguém da família , (de preferência a avó, com uma bandeja de bolinho de chuva e uma xícara de chá de laranjas) rsrs devaneios a parte,   e o jardim !! Eu (Liliane), tenho uma fraco  por jardins ( as flores e suas cores), e aquele era especialmente encantador.

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A gastronomia da Lapa, rústica e farta sofreu influencia do tropeirismo,  só de lembrar do almoço humm ! Tudo uma delicia. A arte  Lapeana sem comentários , entrelaçada a arquitetura com fortes influencias Neoclássica imaginem, Simone , Liliane e cunhado , desfrutando de merecidas férias com um pezinho na história e na Arte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEspero sinceramente poder voltar a Lapa ,sensação de ter voltado no tempo e assistido uma história verídica tão forte, cheia de vilões e mocinhos, luta, heroísmo, tão de perto, merece ser vivida novamente. Fica aqui a nossa dica , vai descer para o litoral ou para a capital do Paraná, aproveitem para conhecer a Lapa vocês não vão se arrepender.